Sacrifícios que nos aproximam de Deus
Introdução
O sacrifício é uma realidade presente em nossas vidas, tanto no sentido figurado quanto no espiritual. Um pai que se esforça para pagar a faculdade do filho está se sacrificando para que ele tenha um futuro melhor. Da mesma forma, a vida cristã é marcada por sacrifícios que nos aproximam de Deus. A Bíblia nos ensina que o sacrifício não é apenas uma prática religiosa, mas uma expressão de amor, fé e obediência. Nesta pregação, vamos compreender o que é o sacrifício, por que o fazemos e como ele nos aproxima do coração de Deus.
O que é sacrifício
A palavra sacrifício pode ser compreendida de diferentes maneiras. No contexto religioso, é uma oferta feita à divindade em meio a cerimônias. No sentido figurado, é uma renúncia voluntária ou forçada a algo que se possui, ou ainda uma dedicação absoluta a algo ou alguém que pode levar a privações. O sacrifício é, portanto, a entrega de algo valioso em prol de um bem maior.
Sacrifício é dar algo que tem valor para você.
É uma renúncia em favor de um propósito maior.
O verdadeiro sacrifício é movido pelo amor.
Hebreus 11.17 – Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
Abraão foi chamado a sacrificar o seu filho Isaque, aquele em quem todas as promessas de Deus estavam depositadas. Esse foi o maior sacrifício que um pai poderia fazer. Abraão demonstrou que amava a Deus acima de tudo, confiando que o Senhor cumpriria sua promessa mesmo que isso exigisse a morte do seu filho.
Reconheça que o sacrifício é uma parte essencial da vida cristã. Esteja disposto a oferecer a Deus aquilo que você tem de mais precioso, confiando que Ele é fiel para cumprir suas promessas.
Por que alguém faz sacrifício
João 3.16 – Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
A motivação por trás de todo sacrifício verdadeiro é o amor. Deus amou o mundo e, por amor, deu seu Filho unigênito. Da mesma forma, quando amamos a Deus e ao próximo, estamos dispostos a nos sacrificar. O amor gera o sacrifício, e o inverso do amor é a ingratidão.
O amor é a motivação para o sacrifício.
Deus é o exemplo máximo de amor sacrificial.
A ingratidão é a ausência de reconhecimento pelo sacrifício.
Lucas 17.12-17 – E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?
Dez leprosos foram curados, mas apenas um voltou para agradecer. A ingratidão é a falta de reconhecimento pelo sacrifício e pela misericórdia recebida. Deus espera de nós um coração grato, que reconhece seus benefícios e responde com amor e obediência.
Não seja como os nove leprosos que não voltaram para agradecer. Desenvolva um coração grato, reconhecendo todos os dias os sacrifícios que Deus e as pessoas ao seu redor fazem por você. A gratidão nos aproxima de Deus e nos mantém humildes.
O início do sacrifício na história da humanidade
Gênesis 4.2-8 – E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.
A primeira oferta registrada nas Escrituras nos ensina uma lição fundamental. Abel ofereceu o melhor de suas ovelhas, com fé e com um coração sincero. Caim ofereceu frutos da terra, mas sem a atitude de coração que agrada a Deus. Deus não aceitou a oferta de Caim porque ela não refletia um coração verdadeiramente devotado a Ele. O que importa para Deus não é apenas o que oferecemos, mas a motivação do nosso coração.
O sacrifício deve ser oferecido com fé e sinceridade.
Deus olha para o coração do ofertante.
A rejeição pode gerar amargura, mas devemos dominar o pecado.
Malaquias 3.10 – Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
O dízimo é um princípio de reconhecimento de que tudo o que temos vem de Deus. Não se trata apenas de dinheiro, mas de honrar a Deus com o que Ele nos dá. O dízimo é um ato de fé e obediência que abre as portas para as bênçãos divinas.
Ofereça seus sacrifícios a Deus com um coração sincero, reconhecendo que Ele é o dono de tudo. Seja fiel nos dízimos e nas ofertas, não por obrigação, mas como uma expressão de amor e gratidão. Deus honra aqueles que o honram com seus bens.
Sacrifícios que nos aproximam de Deus
Quando falamos de sacrifícios que nos aproximam de Deus, estamos nos referindo a atitudes e práticas que nos conduzem a uma comunhão mais profunda com Ele. São eles:
O sacrifício da obediência – quando renunciamos à nossa vontade para fazer a vontade de Deus.
O sacrifício do louvor – quando oferecemos a Deus a adoração que Ele merece, mesmo em meio às dificuldades.
O sacrifício da generosidade – quando compartilhamos o que temos com os necessitados.
O sacrifício do perdão – quando perdoamos aqueles que nos ofenderam, assim como Cristo nos perdoou.
O sacrifício do tempo – quando dedicamos tempo à oração, à leitura da Palavra e à comunhão com os irmãos.
Cada sacrifício nos aproxima do coração de Deus.
O verdadeiro sacrifício é uma resposta ao amor divino.
A prática do sacrifício transforma nosso caráter e nos torna mais semelhantes a Cristo.
Os benefícios do sacrifício
Aqueles que se sacrificam por amor a Deus e ao próximo experimentam bênçãos que vão além do que os olhos podem ver. O sacrifício:
Aproxima-nos de Deus, pois nos torna mais sensíveis à sua voz.
Purifica o nosso coração, pois nos desapega das coisas terrenas.
Fortalece a nossa fé, pois nos ensina a confiar na provisão divina.
Produz frutos de justiça e paz em nossa vida.
Abre portas para bênçãos espirituais e materiais.
O sacrifício tem recompensas eternas.
Deus não fica em dívida com ninguém.
As bênçãos do sacrifício vão além desta vida.
Conclusão
O sacrifício é uma expressão do amor e da fé que temos em Deus. Desde os tempos de Abel até os dias de hoje, Deus tem buscado corações dispostos a oferecer o melhor de si em adoração e obediência. O maior exemplo de sacrifício foi dado por Deus, que entregou seu Filho unigênito por amor a nós. Em resposta a esse amor, somos chamados a viver uma vida de sacrifício, oferecendo a Deus o nosso louvor, a nossa obediência e a nossa generosidade.
Aplicação prática
Que possamos examinar nossos corações e perguntar: quais sacrifícios estamos dispostos a fazer para nos aproximarmos de Deus? Seja no dízimo, na oferta, no tempo dedicado à oração ou no serviço ao próximo, Deus honra aqueles que o buscam com um coração sincero. Faça da sua vida um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, e experimente a alegria de uma comunhão profunda e transformadora com o Senhor.
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