Porque o cristão paga dízimos na igreja?

Porque o cristão paga dízimos na igreja?

A compreensão bíblica sobre os nossos recursos financeiros é fundamental para o amadurecimento e a saúde da vida cristã. Naturalmente, o ser humano é apegado aos bens materiais e confia na segurança terrena. No entanto, quando alcançados pela salvação e pela maravilhosa graça de Deus, os nossos valores são completamente transformados. O ato de dizimar e ofertar não deve ser encarado como um imposto ou um peso religioso, mas como uma expressão de profunda adoração, fé e gratidão ao nosso Criador.

Em Jesus Cristo, somos libertos da ganância para vivermos com generosidade. Devolver a Deus a décima parte e entregar as nossas ofertas com alegria demonstra que o Senhor é o verdadeiro dono de tudo o que possuímos. Neste estudo, caminharemos pelas Escrituras, conectando os ensinamentos do Antigo e do Novo Testamento, para compreender como a fidelidade financeira sustenta a obra de Deus, edifica o coração do cristão e nos ensina a descansar diariamente na providência e na esperança divina.

1. O princípio bíblico da honra a Deus

Gênesis 14:18-20 – “Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.”

Provérbios 3:9-10 – “Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.”

Explicação

  • O dízimo não é uma invenção restrita à lei de Moisés, mas um princípio de obediência e gratidão revelado séculos antes, através da atitude de fé do patriarca Abraão.

  • Devolver a décima parte e ofertar as primícias significa colocar o Senhor em primeiro lugar, reconhecendo que Ele é o possuidor dos céus e da fonte de nossa vida.

  • Honrar a Deus com os nossos bens abre caminho para que a providência celestial alcance e proteja os frutos do nosso trabalho e da nossa casa.

Aplicação prática

Avalie como você tem administrado o seu orçamento mensal. Separe fielmente as primícias do seu sustento logo ao receber, cultivando o hábito salutar de agradecer ao Senhor em oração antes de realizar qualquer outra despesa.

2. A fidelidade na devolução e as bênçãos celestiais

Malaquias 3:8-10 – “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.”

Explicação

  • Reter aquilo que pertence legitimamente a Deus revela um coração cauterizado, gerando quebra de comunhão e trazendo consequências espirituais sobre a vida cristã.

  • A entrega constante do dízimo mantém a casa do tesouro, garantindo que não falte sustento para o avanço da obra de salvação no mundo.

  • O Deus dos Exércitos desafia o cristão a prová-lO através da obediência, assegurando que a recompensa divina será a abertura das janelas dos céus com fartura espiritual e material.

Aplicação prática

Confie plenamente de que Deus zela pela Sua Palavra. Se você tem enfrentado aridez espiritual por reter o que pertence ao Senhor, arrependa-se hoje mesmo. Tome a firme decisão de ser um dizimista fiel e desfrute da proteção divina sobre suas finanças.

3. A alegria de ofertar e a provisão da graça

2 Coríntios 9:6-9 – “E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.”

Filipenses 4:19 – “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.”

Explicação

  • A nossa contribuição é comparada a uma semente; a generosidade voluntária multiplica as bênçãos e expande o alcance do amor de Deus na terra.

  • O Senhor não se agrada de doações feitas com pesar ou por pressão. O verdadeiro adorador entrega movido pela profunda alegria da salvação.

  • Deus se compromete a suprir cada uma das nossas necessidades por meio das riquezas de Jesus Cristo, para que jamais nos falte o suficiente para continuarmos fazendo o bem.

Aplicação prática

Quando for o momento de entregar os seus dízimos e ofertas na igreja, faça-o com louvor. Não contribua mecanicamente; transforme esse ato no culto em uma manifestação de louvor puro, entendendo que é um privilégio investir no Reino.

4. O cuidado de Deus e o descanso da alma

Salmos 23:1 – “O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.”

Provérbios 10:22 – “A bênção do SENHOR é que enriquece, e ele não acrescenta dores.”

Salmos 127:1-2 – “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.”

Explicação

  • O alicerce para uma vida financeira sadia é a convicção inabalável de que o nosso Pastor providenciará absolutamente tudo o que nos for necessário.

  • A riqueza gerada pela bênção de Deus traz paz e edificação, protegendo as famílias do tormento que a ganância costuma provocar.

  • É ilusório pensar que o trabalho exaustivo sem a dependência do Senhor trará sucesso. O cristão sabe que, enquanto ele é fiel, Deus edifica a sua casa e concede descanso à sua alma.

Aplicação prática

Entregue todas as suas ansiedades econômicas nas mãos do Senhor. Se você tem trabalhado até a exaustão e esquecido da sua família e comunhão, reajuste suas prioridades. Confie que a bênção de Deus alcançará o seu lar enquanto você descansa nEle.

Conclusão

O mundo nos ensina a acumular, mas o Evangelho de Jesus Cristo nos ensina a distribuir e a confiar. Ser dizimista e ofertante não nos isenta das aflições terrenas, mas nos coloca debaixo de um pacto de cuidado e proteção que o próprio Deus estabeleceu. A vida cristã plena só é experimentada quando compreendemos que o nosso sustento não vem das nossas próprias forças, mas flui diretamente do trono da graça. Que a esperança da vida eterna remova qualquer medo do seu coração, permitindo que você seja um despenseiro sábio, generoso e eternamente grato por tudo o que o Senhor lhe tem feito.

Aplicação prática

Reúna-se com sua família para conversar sobre gratidão e finanças. Ensine os seus filhos, desde cedo, sobre a importância de honrar a Deus com os recursos que recebem. Juntos, façam uma oração de consagração, entregando todo o orçamento familiar ao controle absoluto do Espírito Santo.

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