Minhas causas no tribunal de Deus
Estudo expositivo sobre a soberania da fé, o alinhamento da conduta na santidade e a prestação de contas diante do Senhor
1. O primeiro requisito para a resposta: A atividade da fé
Mateus 21:22
“E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.”
Hebreus 11:6
“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”
Observações explicativas e exemplos práticos:
A analogia do protocolo jurídico: No tribunal dos homens, uma petição sem a assinatura do advogado ou desprovida de documentos fundamentais é sumariamente arquivada. No tribunal de Deus, a fé é a assinatura obrigatória de qualquer petição; sem ela, a oração perde a sua validade processual.
Exemplo de fé operante: Lembremo-nos do exemplo de Jairo (Marcos 5:36) ou da mulher com o fluxo de sangue. Mesmo cercados por evidências de morte e falência natural, eles ignoraram o relatório das circunstâncias terrenas e mantiveram o foco na autoridade de Jesus. Fé não é um sentimento vago, mas a decisão firme de agir baseado na palavra de Deus.
O papel de “galardoador”: A palavra grega original aponta para um pagador de salários. Deus não aceita ser tratado como uma loteria ou um amuleto de sorte; Ele responde a quem O busca com constância, recompensando o esforço e a fidelidade do coração que depende dEle.
2. A retidão do caráter: Vivendo em santidade e amor prático
1 Pedro 1:16
“Porquanto está escrito: Sede santos, because eu sou santo.”
Marcos 12:30-31
“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.”
Observações explicativas e exemplos práticos:
Santidade não é isolamento: A palavra santidade (hagios) significa ser separado para um propósito específico. Não significa viver isolado do mundo, mas andar no meio da sociedade sem absorver as suas práticas corrompidas.
Exemplo de contaminação evitada: Pense em um navio em alto-mar: a função dele é navegar na água, mas se a água entrar no navio, ele afunda. O cristão deve influenciar o mundo, mas o sistema do mundo não pode penetrar em sua conduta ou em seu lar.
A engrenagem do duplo amor: O amor a Deus (vertical) fornece o combustível para suportarmos as falhas do nosso próximo (horizontal). Tentar amar as pessoas sem amar a Deus primeiro gera frustração humana; tentar amar a Deus enquanto se odeia o irmão gera hipocrisia religiosa.
3. A pacificação dos relacionamentos: União e perdão mútuo
Salmos 133:1
“OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”
Colossenses 3:13
“Suportando-vos uns cloths, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”
Observações explicativas e exemplos práticos:
O bloqueio processual da mágoa: No tribunal celestial, reter o perdão funciona como uma liminar que suspende os nossos próprios direitos de receber misericórdia. Jesus foi claro ao ensinar que se não perdoarmos, o Pai também não nos perdoará (Mateus 6:15).
Exemplo prático do “suportar”: A palavra suportar no original dá a ideia de “sustentar um peso”. Na comunidade cristã, conviveremos com pessoas de opiniões, culturas e temperamentos diferentes. Suportar não é tolerar com falsidade, mas estender os ombros para carregar as cargas emocionais e espirituais uns dos outros.
A fonte do óleo da união: O Salmo 133 compara a união ao óleo precioso que descia sobre a cabeça de Arão. Onde há divisão, fofoca ou facção, o Espírito Santo Se retira, paralisando os milagres e as respostas às orações daquela comunidade.
4. A prestação de contas e a análise das nossas petições
Romanos 14:11
“Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.”
Tiago 4:3
“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.”
Observações explicativas e exemplos práticos:
A falência do consumo egoísta: A expressão “para o gastardes em vossos deleites” aponta para uma motivação puramente hedonista. Deus recusa-Se a ser o patrocinador do orgulho, da vaidade ou da ganância do homem.
Exemplo de pedido distorcido: Pedir prosperidade financeira apenas para humilhar os adversários ou para esbanjar luxo fútil é “pedir mal”. Deus concede recursos àqueles que funcionam como canais de provisão para a expansão do Reino e para o socorro dos necessitados.
O tribunal sem máscaras: No julgamento descrito por Paulo em Romanos, as aparências e os cargos eclesiásticos perderão o valor. Não haverá advogados humanos ou desculpas sociais; a nossa história será confrontada diretamente com a verdade absoluta do Senhor.
5. A renúncia ao mundo e a substituição da velha natureza
João 14:6
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
Gálatas 2:20
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”
Observações explicativas e exemplos práticos:
A troca de réu por herdeiro: Diante da Lei de Deus, o nosso velho homem merecia a pena máxima devido às suas transgressões. Quando aceitamos o sacrifício de Jesus, a nossa antiga identidade “morre civilmente” na cruz, e passamos a viver sob a identidade substitutiva do Filho de Deus.
Exemplo prático de crucificação diária: Crucificar a carne significa dizer “não” aos impulsos da mentira, da vingança, do orgulho e da imoralidade, mesmo quando a nossa vontade humana deseja o oposto. É destronar o “eu” para entronizar a vontade de Cristo.
A dinâmica do “Caminho”: Jesus não veio para nos mostrar uma trilha ou nos dar um mapa teológico; Ele declarou: “Eu sou o Caminho”. Andar com Deus exige relacionamento diário e união íntima com a pessoa de Jesus, o único mediador perfeitamente habilitado a advogar e vencer as nossas causas no tribunal celestial.
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