Embriagai-vos do espírito santo de Deus

Embriagai-vos do espírito santo de Deus

Texto Base: Efésios 5:18-21

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.”

A plenitude do Espírito Santo não é uma experiência reservada para alguns poucos cristãos privilegiados. Pelo contrário, é uma possibilidade real e uma ordem de Deus para todos os crentes.

Quando Paulo diz: “Enchei-vos do Espírito”, ele está ensinando que o cristão deve viver continuamente sob a influência, direção e controle do Espírito Santo.

Mas como o crente pode encher-se do Espírito Santo?

O apóstolo apresenta, neste texto, um estilo de vida que favorece a ação contínua do Espírito em nós.

1. UMA VIDA DE ADORAÇÃO (v. 19)

“Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.”

A adoração é uma das marcas do crente cheio do Espírito Santo.

a) Falando entre vós em salmos, hinos e cânticos espirituais

O cristão deve cultivar conversas que edificam, encorajam e fortalecem a fé dos irmãos.

Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja onde as palavras transmitem graça, esperança e exaltação a Deus.

b) Cantando e salmodiando ao Senhor no coração

A verdadeira adoração não depende apenas da voz, mas nasce do coração.

Podemos cantar belos louvores sem adorar verdadeiramente. Porém, quando o coração está rendido a Deus, cada cântico torna-se uma expressão sincera de amor, gratidão e reverência.

A pessoa cheia do Espírito vive adorando ao Senhor não apenas nos cultos, mas em todos os momentos da vida.

2. UMA VIDA DE GRATIDÃO (v. 20)

“Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.”

O segundo aspecto da plenitude do Espírito é a gratidão.

Agradecer a Deus quando tudo vai bem é relativamente fácil. O desafio é manter um coração agradecido em meio às dificuldades.

A gratidão espiritual não ignora a dor nem finge que o sofrimento não existe. Ela reconhece que Deus continua soberano mesmo quando não compreendemos os acontecimentos.

Por isso, o crente aceita a verdade de Romanos 8:28:

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Observe que o texto não diz que apenas as coisas boas contribuem para o nosso bem.

As alegrias e as tristezas, as vitórias e as derrotas, os ganhos e as perdas trabalham juntamente nos propósitos de Deus para aperfeiçoar Seus filhos.

Quem é cheio do Espírito aprende a confiar no Senhor mesmo quando não entende os caminhos pelos quais está sendo conduzido.

3. UMA VIDA DE MÚTUA SUJEIÇÃO (v. 21)

“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.”

O terceiro sinal da plenitude do Espírito é a humildade nos relacionamentos.

O mundo ensina competição, orgulho e busca por posição. O Espírito Santo produz serviço, respeito e submissão mútua.

Isso significa:

  • O maior sujeitando-se ao menor.
  • O menor respeitando o maior.
  • Quem lidera também sabendo obedecer.
  • Quem orienta também sabendo ouvir.
  • Quem possui autoridade exercendo-a com humildade.

Na igreja de Cristo não há espaço para autoritarismo nem para orgulho espiritual.

Todos somos servos do mesmo Senhor.

A sujeição mútua não elimina a autoridade; ela impede que a autoridade seja usada de forma egoísta.

Onde existe temor de Deus, existe respeito mútuo.

CONCLUSÃO

O enchimento do Espírito Santo é uma possibilidade real para todo crente.

Ele acontece na vida daqueles que cultivam:

  • Uma vida de adoração.
  • Uma vida de gratidão.
  • Uma vida de mútua sujeição.

Quando essas características estão presentes, o Espírito Santo encontra espaço para agir livremente, moldando nosso caráter e conduzindo-nos à maturidade espiritual.

Que cada um de nós busque diariamente essa plenitude, permitindo que o Espírito Santo governe nossos pensamentos, palavras e atitudes.

Aleluia! Deus seja louvado!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *