A língua: pequeno órgão, com grandes efeitos
Introdução
A língua é um dos menores órgãos do corpo humano, mas seu poder e impacto são imensuráveis. Com ela, podemos abençoar ou amaldiçoar, construir ou destruir, curar ou ferir. O apóstolo Tiago dedica uma parte significativa de sua carta para nos advertir sobre o poder das palavras e a necessidade de controlar a língua. Nesta pregação, vamos examinar o que a Bíblia nos ensina sobre esse pequeno órgão e como podemos usá-lo para glória de Deus e edificação do próximo.
Tiago 3.2 – Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.
Tiago nos lembra que todos nós pecamos em muitas áreas, mas o domínio da língua é um sinal de maturidade espiritual. Quem consegue controlar suas palavras tem condições de controlar todo o seu corpo. O domínio da língua é também o domínio da vontade.
Todos tropeçamos em palavras.
O controle da língua é sinal de perfeição espiritual.
Quem domina a língua domina a si mesmo.
O poder da língua
Tiago 3.3-4 – Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.
Assim como um freio dirige um cavalo e um pequeno leme governa um grande navio, a língua tem o poder de direcionar toda a nossa vida. Pequenas palavras podem ter grandes consequências.
A língua tem poder de direção sobre a vida.
Pequenas palavras podem produzir grandes resultados.
Precisamos usar a língua com sabedoria.
Tiago 3.5 – Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
Embora a língua seja um pequeno órgão, o estrago que ela pode fazer é enorme. Assim como um pequeno fogo pode incendiar uma floresta inteira, uma palavra mal colocada pode destruir relacionamentos, reputações e vidas.
A língua pode causar grandes estragos.
Palavras imprudentes têm poder destrutivo.
A prudência é o princípio da sabedoria.
A contaminação da língua
Tiago 3.6 – A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
A língua pode manifestar o que há de melhor no homem, mas também pode transmitir o que há de pior. Ela é descrita como fogo, que contamina todo o corpo e é inflamada pelo inferno. Isso nos mostra a gravidade do pecado da língua.
A língua pode ser instrumento de destruição.
Palavras malignas contaminam a vida.
A língua pode ser usada pelo inimigo.
Tiago 3.7-8 – Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
O homem é senhor de todos os seres viventes, porém o seu poder deve ser aplicado para frear a sua língua. A dificuldade de domar a língua demonstra nossa necessidade da graça de Deus. Nenhum homem pode domar a língua por si mesmo; precisamos do poder do Espírito Santo.
A língua é difícil de domar.
Nenhum homem pode domá-la sozinho.
A língua está cheia de veneno mortal.
A contradição da língua
Tiago 3.9-12 – Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.
A boca que abençoa é a mesma que amaldiçoa. Depende de você abençoar ou amaldiçoar alguém. O certo é que quem opta por um abre mão do outro. Não é natural que de uma mesma fonte saia água doce e amargosa. Nossa língua deve ser consistente com nossa fé.
Não podemos abençoar e amaldiçoar com a mesma boca.
A língua deve refletir o caráter de Deus.
A fonte da nossa vida deve produzir palavras de vida.
A sabedoria do alto
Tiago 3.13-18 – Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.
A sabedoria que vem do alto se manifesta em palavras e atitudes de mansidão, paz e misericórdia. A língua controlada é um fruto da sabedoria divina.
A sabedoria divina se manifesta no falar.
Palavras pacíficas produzem frutos de justiça.
A mansidão é a marca da sabedoria do alto.
Aplicações práticas
Quando disseres alguma palavra, tenha certeza de que suas palavras sejam melhores que o silêncio.
Quem fala o que quer, ouve o que não quer.
A língua pode cortar mais que o punhal.
Conclusão
A língua é um pequeno órgão, mas seus efeitos são imensos. Com ela, podemos construir ou destruir, abençoar ou amaldiçoar. Por isso, precisamos pedir a Deus que nos ajude a domar nossa língua e a usar nossas palavras para glória dele e edificação do próximo. Que nossa fala seja sempre agradável e cheia de graça, refletindo o amor de Cristo em tudo o que dizemos.
Aplicação prática
Faça uma avaliação sincera de suas palavras. Sua língua tem abençoado ou amaldiçoado? Tem edificado ou destruído? Busque a sabedoria do alto e peça ao Espírito Santo que domine sua língua. Pratique o silêncio quando necessário e fale apenas palavras que edifiquem e transmitam a graça de Deus.
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