A aparência de Deus e aparência do homem
Introdução
A Bíblia nos ensina que Deus é o Criador de todas as coisas e que o homem foi feito à sua imagem e semelhança. No entanto, a nossa compreensão de Deus muitas vezes é limitada e influenciada por nossas próprias percepções. Além disso, vivemos em um mundo onde somos constantemente rotulados e julgados pela aparência, muitas vezes ignorando o conteúdo do coração. Nesta pregação, vamos refletir sobre a multiforme graça de Deus, os rótulos que colocamos nas pessoas e como podemos nos tornar a imagem de Cristo em nossa vida.
1. A aparência de Deus: a multiforme graça
1 Pedro 4.10 – Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
A graça de Deus é multiforme, ou seja, ela se manifesta de muitas maneiras diferentes. Deus se molda a cada um conforme as suas necessidades espirituais. Ele não é um Deus genérico; ele se revela de forma única a cada coração que o busca.
- A graça de Deus é diversa e abundante.
- Deus se revela de maneira única a cada pessoa.
- Não existe um Deus genérico, mas um Deus pessoal.
2. Deus não pode ser moldado pela religião
Não é possível moldar Deus para a religião; a religião é quem deve se moldar a Deus. Muitas vezes, as pessoas tentam criar um Deus que se encaixe em suas tradições e preferências, mas Deus é soberano e não se submete aos nossos desejos.
- Deus não se molda à nossa vontade.
- Nós é que devemos nos moldar à vontade de Deus.
- A religião verdadeira é aquela que se submete ao Senhor.
3. Somos a imagem de Deus naquilo que Deus nos instrui
Gênesis 1.27 – E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Fomos criados à imagem de Deus, mas essa imagem precisa ser refletida em nossas vidas. O homem é capaz do melhor e do pior. A questão é: a quem você tem se assemelhado? Somos imagem de Deus ou imagem do diabo?
- Fomos criados à imagem de Deus.
- Nossas ações revelam a quem pertencemos.
- A imagem de Deus em nós deve ser restaurada.
4. A aparência do homem: rótulo e conteúdo
Lucas 6.37 – Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
João 7.24 – Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.
Estamos o tempo todo colocando rótulos nas pessoas para podermos entendê-las e qualificá-las. No entanto, nem sempre o rótulo coincide com o conteúdo. Muitas vezes, julgamos pela aparência e ignoramos o que está no coração.
- Julgamos as pessoas pela aparência.
- Os rótulos que colocamos nem sempre refletem a realidade.
- O julgamento pela aparência é condenado por Jesus.
5. Os olhos da percepção
Nossa percepção das pessoas é influenciada por nossas experiências, preconceitos e expectativas. A ação e a reação moldam as pessoas. O ambiente influencia o indivíduo, mas não determina quem ele é.
- Nossa percepção é limitada e influenciada.
- As pessoas são moldadas pelas circunstâncias.
- O ambiente influencia, mas não define o caráter.
6. Negando a própria aparência
Gálatas 2.20 – Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.
O verdadeiro cristão nega a sua própria aparência e vive a vida de Cristo. Não se trata de negar quem somos, mas de permitir que Cristo viva em nós e através de nós.
- A crucificação com Cristo é a morte do velho homem.
- Cristo vive em nós através da fé.
- Nossa identidade está em Cristo, não na aparência.
Conclusão
Não podemos definir Deus e a Jesus com base em nossas próprias referências limitadas. Deus é infinito e sua graça é multiforme. Precisamos estar atentos aos rótulos que colocamos nas pessoas, pois muitas vezes tratamos as pessoas pelo que achamos e não pelo que elas realmente são. Em vez de julgar pela aparência, devemos perguntar por que as pessoas agem assim e buscar compreendê-las com amor e compaixão. Que possamos refletir a imagem de Deus em nossa vida, negando nossa própria aparência e permitindo que Cristo viva em nós.
Aplicação prática
- Reconheça que a graça de Deus é multiforme e se manifesta de maneiras diferentes em cada vida.
- Não tente moldar Deus à sua vontade; submeta-se à vontade dele.
- Reflita sobre a imagem que você tem refletido: a de Deus ou a do mundo?
- Evite julgar as pessoas pela aparência; busque conhecer o coração.
- Examine os rótulos que você coloca nos outros e veja se eles são justos.
- Permita que Cristo viva em você, negando a si mesmo e seguindo os seus passos.
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