O espinho na carne em cada um de nós
2 Coríntios 12:7-10 7 – E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte demais; 8 – acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim; 9 – e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. 10 – Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte.
Neste estudo, veremos quatro pontos fundamentais:
- Quem foi Paulo?
- O espinho na carne de cada um.
Exemplos de espinho na carne:
Desejo sexual desordenado (luxúria persistente)
- Atração intensa por pessoas fora do casamento.
- Pensamentos obsessivos de natureza sexual.
- Hábito de masturbação compulsiva.
- Desejo por pornografia.
- Fantasias sexuais recorrentes que não se consegue controlar.
Gula e descontrole alimentar
- Comer compulsivamente para aliviar ansiedade.
- Desejo desordenado por prazeres alimentares.
- Incapacidade de jejuar sem cair em excessos.
Embriaguez e vícios
- Desejo constante por álcool.
- Dependência de drogas lícitas ou ilícitas.
- Vício em nicotina, jogos, apostas ou redes sociais.
Ira e explosões de raiva
- Impulso de reagir com violência verbal ou física.
- Desejo de vingança.
- Amargura e ressentimento persistentes.
Inveja e cobiça
- Desejo constante pelo que os outros possuem.
- Inveja do sucesso alheio.
- Cobiça por bens materiais.
Orgulho e vaidade
- Necessidade compulsiva de ser admirado.
- Desejo de superioridade sobre os outros.
- Vaidade excessiva com a aparência.
Preguiça e procrastinação
- Desejo de evitar responsabilidades.
- Indisciplina crônica.
- Aversão ao trabalho e ao esforço espiritual.
Mentira e manipulação
- Impulso de mentir para se proteger.
- Desejo de controlar pessoas por meio de manipulação.
Avareza (amor ao dinheiro)
- Desejo insaciável de acumular riquezas.
- Medo constante de perder bens.
- Ganância que impede a generosidade.
Idolatria emocional
- Colocar relacionamentos, filhos, carreira ou prazer acima de Deus.
- Dependência emocional desordenada de outra pessoa.
Ponto 1: A origem do espinho
- Qual o propósito do espinho?
O espinho não é um acidente. Ele tem um propósito. No caso de Paulo, o propósito era impedir que ele se exaltasse demais por causa da excelência das revelações que recebeu.
- O espinho é fruto do conhecimento do bem e do mal
Gênesis 3:17 – E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. 18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.
A terra, o mundo, produz o espinho que é nossa tentação, ela irá tentar corromper a nossa virtude espiritual.
- Pergunta: por que Deus permitiu este espinho na minha vida?
Esta é a pergunta que todos fazemos. Por que Deus permite que eu sofra? Por que Ele não remove esta dor? A resposta nem sempre vem, mas a confiança no caráter de Deus deve permanecer.
1 coríntios 11: 31 – Mas, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; 32 quando, porém, somos julgados pelo Senhor, somos corrigidos, para não sermos condenados com o mundo.
- O espinho serve para um propósito
Deus não desperdiça dor. Cada espinho tem uma função. No caso de Paulo, era para mantê-lo humilde. Em outros casos, pode ser para nos aproximar de Deus, para nos ensinar dependência, ou para nos preparar para consolar outros.
Ponto 2: Como agir diante do espinho
- Paulo ora a Deus por três vezes (v. 8)
Paulo não desistiu na primeira oração. Ele insistiu. Três vezes ele clamou ao Senhor. A oração persistente é uma marca do verdadeiro crente.
- Devemos correr para o Pai assim como a criança corre para o colo do pai quando se machuca
Quando uma criança se machuca, ela não corre para longe do pai. Ela corre para os braços dele. Assim devemos nós: quando a dor vem, corremos para Deus, não dEle.
- O espinho nos revela que sem Deus somos indefesos
O espinho nos humilha. Ele nos mostra que não somos autossuficientes. Somos dependentes de Deus para tudo.
- Tem pessoas que quando têm um problema correm para Deus, tem outras que quando têm um problema correm de Deus
A diferença está na fé. A fé verdadeira nos leva a Deus nos momentos difíceis. A incredulidade nos afasta dEle.
Ponto 3: A resposta de Deus para o espinho
- Deus responde a Paulo: “A minha graça te basta” (v. 9-10)
Deus não removeu o espinho. Mas Ele deu algo melhor: a Sua graça. A graça não é a ausência de dor; é a presença de Deus na dor.
- Deus nos aperfeiçoa na nossa fraqueza
Quando estamos fracos, nos unimos a Deus para nos tornarmos fortes. É como um filme infantil japonês em que o super-herói passa pela transformação. A fraqueza não é o fim; é o começo da verdadeira força.
- Qual a resposta de Paulo para o problema?
Ele se gloria na fraqueza, pois isso o une a Deus. Paulo não apenas aceitou o espinho; ele aprendeu a se alegrar nele, porque sabia que a força de Cristo se manifestava em sua fraqueza.
- O espinho na cabeça de Jesus se tornou sua coroa
Isso revela que em sua passagem pela terra houve dor, porém seu reino durará para sempre nos céus e na terra. O espinho não foi o fim; foi o caminho para a coroa.
- Se Jesus recusasse o espinho, ele estaria recusando a coroa
Você consegue carregar a sua coroa? O espinho que você enfrenta hoje pode ser o caminho para a coroa que Deus preparou para você amanhã.
Conclusão
O espinho na carne é uma realidade na vida de todo crente. Ele pode vir como doença, perseguição, tentação, perda ou qualquer outra forma de sofrimento. Mas a promessa de Deus permanece:
2 Coríntios 12:9 – e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
A resposta de Deus não é sempre a remoção do espinho, mas a manifestação da Sua graça. Quando estamos fracos, então é que somos fortes. Quando reconhecemos nossa fraqueza, o poder de Cristo repousa sobre nós.
Você tem um espinho na carne? Não desista. Não corra de Deus. Corra para Deus. Ele não removeu o espinho de Paulo, mas deu a ele algo maior: a Sua graça. E essa mesma graça está disponível para você hoje.
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