O julgamento de Jesus a semana santa

O julgamento de Jesus a semana santa

O julgamento de Jesus a semana santa

Jerusalém

Sexta-feira, 9 de abril, 27 d.C. (*)

– 0 hora

No início da madrugada da sexta-feira, logo após a meia-noite, Jesus orava no Jardim do Getsêmani. Sua alma está inquieta, sofrendo pelo que há de vir.

– Pai, se queres, afasta de mim esse cálice. Todavia, não se faça a minha vontade, mas a Tua.

Judas, acompanhado dos guardas do Templo, chega ao local. Jesus pergunta a quem eles procuram e se apresenta. Os guardas caem por terra. Judas se aproxima e beija-o na face, identificando-o para os guardas. A traição está consumada.

Pedro puxa de sua espada e ataca o guarda Malco, decepando-lhe a orelha.

– Mete a sua espada no seu lugar, porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. – corrige-o Jesus, tocando a orelha de Malco e curando-a.

Os guardas levam Jesus à casa de Anás, sogro de Caifás, o sumo sacerdote.

Acompanhando à distância a prisão de Jesus, ao ser reconhecido no local, Pedro o nega pela primeira vez.

A partir do início da sexta-feira, a concretização da Paixão de Cristo é a tônica, com os fatos se sucedendo como o predito.

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– 1 hora

Anás pergunta a Jesus sobre sua pregação.

– Eu sempre ensinei nas sinagogas e no Templo e nada falei em oculto. Pergunta aos que me ouviram o que é que eu lhes falei, eis que eles sabem o que eu disse.

Um dos guardas esbofeteia-o.

– É assim que respondes ao sumo sacerdote?

Jesus responde:

– Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me bates?

Pedro é novamente identificado e, pela segunda vez, nega a Jesus.

Pedro nega Jesus pela terceira vez, antes que o galo cante pela segunda vez naquela noite, conforme Jesus havia predito durante a ceia pascal.

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– 2 horas

Anás envia Jesus para a casa de Caifás, para novo interrogatório, com o objetivo de conseguir provas para condená-lo à morte.

O sumo sacerdote insiste para que Jesus responda se é o Filho de Deus. Ele, finalmente, afirma:

– Eu sou. E vereis o Filho do Homem assentado à direita do Poder e vindo sobre as nuvens do Céu.

– Blasfemou – disse Caifás, rasgando suas vestes e determinando a pena capital para Jesus.

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– 5 horas

Todo o Sinédrio entra em conselho contra Jesus.

Levam-no à presença de Pôncio Pilatos.

Judas vai ao Templo, arrependido por ter traído Jesus.

– Pequei, traindo o sangue inocente.

Joga as trinta moedas de prata no Santuário.

Após, enforca-se.

Comentário: Judas era uma personagem necessária para que a tarefa de Jesus se cumprisse? Ouço pessoas afirmarem isso, mas não concordo com essa interpretação. Entendo que a pregação de Jesus o levaria, de qualquer forma, a um fim brutal, pois, como ele não era do mundo, o mundo se voltou contra ele, e justamente o mundo religioso (?). Como Jesus mesmo predisse aos apóstolos, o ódio sem motivo e o assassinato em nome de Deus aconteceriam em breve e se perpetuariam.

No caso de Judas, ele se ligou às coisas do mundo e assim foi utilizado como instrumento do mundo contra Jesus, do mesmo jeito que outro poderia ter sido. Ao perceber seu erro, arrependeu-se profundamente. A interpretação correta, creio, é a de que devemos ficar vigilantes para não cometermos ações de tamanha gravidade a incidirem sobre a vida dos outros que nem nós mesmos vamos nos perdoar ou suportar a culpa.

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– 6h30min

Jesus é levado até Herodes, que fica feliz em vê-lo e lhe faz muitas perguntas.

Como Jesus mantém silêncio, desinteressa-se e o envia de volta a Pilatos, vestido com uma roupa resplandecente.

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– 7h

Jesus é levando outra vez até Pôncio Pilatos. Novamente, o romano não encontra culpa no acusado e manda açoitá-lo, como punição satisfatória para o caso.

Os soldados romanos açoitam-no, colocam uma coroa de espinhos em sua cabeça e um manto púrpura sobre seu corpo, enquanto zombam de Jesus e o agridem a bofetadas.

Nesse estado Pilatos o apresenta aos judeus que estão no Pretório, dizendo:

– Eis o homem.

A multidão ainda clama por sua crucificação.

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– 7h30min

Pilatos pergunta ao povo quem deve soltar, Jesus ou Barrabás?

– Barrabás! Barrabás!

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– 9 horas

Após ser entregue por Pilatos, Jesus inicia a via crucis, carregando pelas ruas da cidade a cruz de madeira onde será pregado, até o Gólgota, local fora de Jerusalém onde tais execuções eram realizadas. No caminho, é auxiliado por Simão de Cirene, por ordem dos soldados romanos.

Eram cerca de nove horas da manhã quando Jesus foi crucificado, juntamente com mais dois condenados, ambos ladrões.

– Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Jesus, já na cruz, clama pelos homens, num exemplo extremo de amor ao próximo.

Cumpre suas tarefas, sob terrível provação, sem deixar de observar os mandamentos que veio ensinar aos homens.

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– 15 horas

Jesus pronuncia suas últimas palavras:

– Está consumado.

E entrega seu espírito ao Pai.

A tarefa devida no plano físico, cumprida; o ato extremo de amor, concluído.

Fontes:

Bíblia de Jerusalém, editora Paulus, 2002

Nova Bíblia Pastoral, editora Paulus, 2014

PAGLIARIN, Juanribe. Jesus – A vida completa. 36ª ed. São Paulo: Bless Press. 2016 (*) – fonte da datação utilizada

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prjulio

prjulio

Pastor da Igreja de Deus no Bairro Santa Terezinha - Catalão/Go. Pastoreando a 16 anos, pai de 5 filhos, Servo do Deus altíssimo, utilizando a internet como meio de propagação da palavra de Deus a quem desejar. Com humildade e amor.

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